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História Erechim

O início da colonização

A região, limitada ao sul pela cidade de Passo Fundo e ao norte pelo Rio Uruguai, teve seu “povoamento” começado no início do século XX. Mas, em 1893 já havia alguns habitantes nestas terras.
Em nosso município a penetração foi feita pelo Passo do Goyo-En, conhecido há muito pelos Kaingángs.
O caboclo era o dono de tudo, suas terras não tinham limites. Um fluxo imigratório trouxe para as matas de Erechim fugitivos da sangrenta Revolução de 1893, oriundos dos mais diversos pontos do Estado, especialmente das regiões mais assoladas pelos maragatos ou pica-paus, pois ambos usavam como invariável praxe a matança e o saqueio de bens. colonizadores indigenas
O primeiro morador conhecido em nossas terras foi Andronico Manoel de Assunção que aqui construiu sua morada em 1898.
Em 1909 já havia várias famílias designadas pelo apelido de Birivas. Foram, portanto, primeiros moradores de nossas terras, das matas de Erechim, os descendentes dos bandeirantes, que, vindos em busca da prata, por aqui ficavam juntamente com os Kaingangs. Aos caboclos Birivas se foram juntando, com o passar dos anos, os foragidos da justiça.
Em nosso século, atraídos pela fertilidade das terras de Erechim, servidas já então pela ferrovia iniciada em 1904 e pelos imensos pinheirais, começaram a chegar os primeiros colonos, em grandes números vindos das colônias velhas, como a preparar ambiente para o imigrante que na velha Europa estava pronto a vir para a América.
Por proposição do engenheiro Torres Gonçalves, Chefe da Diretoria de Terras e Colonização, o Presidente do Estado Dr. Carlos Barbosa Gonçalves, criou em 6 de outubro de 1908 a “Colônia Erechim”, cujo topônimo significa “Campo Pequeno”.
Nesse mesmo ano, a colonização de Erechim começou com os trabalhos demarcatórios procedidos pelo engenheiro Dr. Severiano de Souza Almeida.
Isac Barbosa foi o primeiro que em 1908, construiu seu rancho no Campo das Pulgas ou Capoerê. Era natural do Paraná e parece ter chagado aqui com muitos bens.
Em junho de 1909 iniciaram-se os trabalhos da medição dos lotes e preparação do lugar para a Sede.
Em 1910 chega a primeira turma de imigrantes à Colônia, composta de quatro famílias com 287 pessoas e mais oito, isoladas, ao todo 36 imigrantes.
Severiano de Souza Almeida, auxiliado por Joaquim Brasil Cabral, Ayres de Oliveira e Leopoldo Azambuja Vilanova, efetuou a demarcação. A ele coube a primeira administração do novo núcleo.
Em 1911 já contava a Colônia com um população de 14.400 habitantes.
A primeira leva de imigrantes alemães, austríacos, poloneses, aqui aportaram em 3 de outubro de 1912. Entre os imigrantes salienta-se o Sr. Henrique Hagers, que trabalhou na estrada de ferro de Rio Bonito até a ponte do Rio Uruguai. Em abril de 1911 ou 1912 chegou a família de Paulo e Elisa Vacchi. Chegaram em 1912 Eugenio Isoton, primeiro sapateiro, Pedro Longo, primeiro seleiro, Bortolo Balvedi, José Bonaldo, Francisco e Ângelo Poleto que eram tropeiros e levavam as mudanças dos imigrantes. Entre 1910 e 1912 se fixaram em Erechim 7.500 imigrantes.
Em 1914 a maioria dos imigrantes chegados no Estado foi localizada na Colônia que recebe continuamente outros agricultores vindos de colônias velhas do Estado principalmente dos municípios de Estrela, Taquari, Montenegro, Caí, Caxias, Antonio Prado, Bento Gonçalves.
Em 1915 a população ascendia a 27.259 habitantes dos quais 7.114 eram brasileiros, 5.721 poloneses, 246 suecos, 3.652 alemães, 1.827 italianos, 722 austríacos, 106 espanhóis, 74 franceses, 734 portugueses e 7.863 de diversas nacionalidades.
Em toda colônia Erechim (atual Getúlio Vargas) em 1917 havia quase 30 mil pessoas, das quais 7 mil brasileiros, 6 mil poloneses e russos, 4 mil alemães, 2 mil italianos, mil austríacos além de suecos, espanhóis, franceses, portugueses e outros de nacionalidades diversas.
Em 1921 já havia 40 mil habitantes, na maioria italianos, alemães e poloneses. O tamanho dos lotes oferecidos aos imigrantes pelo governo tinham a dimensão de 25ha. Os imigrantes recebiam esses lotes rurais dando origem a um regime de pequenas propriedades rurais e a uma agricultura de subsistência.


Texto e pesquisa: Lucas Faitão

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